Desde que me juntei / vim morar / partilho / co-habito co-ELE, que tenho tido alguma dificuldade em encontrar o termo que melhor expresse esta união / relação / espécie de matrimónio não oficial, sempre que o apresento a alguém. Sou exigente com os conceitos e faz-me confusão não usar o mais correcto.
No B.I., o estado mantém-se: SOL.
No facebook, em vez de alterar o estado crónico de "it's complicated" para qualquer outro status, simplesmente decidi deixar de facultar qualquer informação acerca do mesmo. Sentir-me-ia constrangida com os likes. Neste caso, em particular, até me daria mais gozo os dis-likes.
Apesar de não gostar de pronomes possessivos, nesta situação peculiar não há como evitar. Independemente do que se lhe segue, está sempre presente, como se fosse, no fundo, a única coisa que interessasse aqui mencionar e, por vezes, salientar: meu parceiro / meu companheiro / meu namorado / meu marido / meu homem / meu amado...
(Com aquele entre-linhas, que se consegue com o tom de voz e o olhar certos, "é que nem te atrevas em sequer imaginar" - apesar de não ser uma pessoa (muito) possessiva. Imagina se fosse...!)
Ontem, enquanto caminhavamos silenciosos e lhe apertava a mão, fui-me interrogando:
"E para ti quem é ele, como é que o tratas quando falas contigo mesma a respeito dele?"
Ocorreu-me que (apesar de sempre ter evitado pirosices e pieguices) é tão simples quanto isto: MEU AMOR.
Não o meu amor, com artigo definido, masculino e singular.
Apenas meu amor. Ele é meu amor.
Ele, sujeito deste amor, não é o amor em si mesmo, identidade pura, nem tão pouco o amor dos outros. Mas é o amor existencial, pessoal, aquele que eu sinto e experimento. O amor factual, fenomenológico, tal como se me é manifestado. Só eu o VIVO e, por isso, é meu(zinho).
Não ele, a pessoa "K", que se partilha comigo, que se me entrega nos seus momentos intimos. Ele não é meu. Os seres são simplesmente, não precisam de ser de alguém. Mas o amor por ele, o modo como me entrego, como me sou para ele, como quero ser ao lado dele, esse amor sou eu.
É um meu no sentido de dentro para fora e não de fora para dentro. Um brotar, um gerar, não um agarrar, um prender.
Não há amor sem amantes e amados. Não há amor impessoal. Não há amor sem Ser (apesar de muitos seres serem fruto de amores).
Não há amor, nome, sem verbo: AMAR.
13.5.12
meu amor
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30.3.12
14.3.12
are you ready to fly?
Welcome aboard, Sir!
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24.1.12
join and enjoy
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17.1.12
DESIGN BEHIND DESIRE
"In this book, the strongest desire is illustrated in many different ways; the desire being that of SEX. This is the strongest form of need, hence if we were to say Sex behind design, Sex = dynamism, power, control, wealth, lust, liberation, freedom, breaking boundaries etc. All these features are what design is all about or what it wants to be. It is very hard to talk about the one without the existence of the other. Browsing through the photographs page after page moving from elements of the erotic bohemian to soft romantic porn, you grasp the importance of sensuality in design.
Sex objects aimed for pleasure which can easily be worn as jewelry, garments with lace & exquisite knitting details and sexual toy chests presented as unique furniture pieces for your living room, are just some examples of the unique pieces that have undergone the long and detailed process of design. This presentation has made us pay notice to the expectations and needs of every single individual that knows how to give or receive pleasure."
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my name is cy
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If you desire many things, many things will seem few
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23.12.11
it looks so right
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15.12.11
alter ego
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14.12.11
5.12.11
aFINAL, para quê juntá-los?
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4.12.11
27.11.11
bonsoir amour

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bonjour amour
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25.11.11
stop! in the name of love
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24.11.11
os anti-corpos do amor
Tenho uma tia-bisavó em vésperas de celebrar o seu centésimo aniversário. Apesar de lhe ter sido diagnosticado um problema de coração, quando muito nova, e da sua saúde ter requerido alguma atenção da parte dos pais, sobreviveu a 5 irmãs e 1 irmão. Dizem as sobrinhas que tal sucedeu por ter ficado sempre solteira. Será, realmente, possível MORRER DE AMORES?
Crescemos a escutar “no final, só o amor te poderá salvar”. Durante muito tempo, acreditamos mesmo nisso: que o amor nos salvará de uma existência medíocre, podendo mesmo vencer a morte. Mas será que, pelo contrário, o amor mata mais do que a solidão? O amor mata devagarinho ou indirectamente, ajudando a determinar como iremos morrer? As DOENÇAS DE AMOR?
Freud afirmava que os determinantes patogénicos envolvidos nos transtornos mentais poderiam ser:
1. 1. - Aqueles que a pessoa traz consigo para a vida.
2. 2. - Aqueles que a vida lhe traz.
Verdade seja dita, há uns tempos para cá comecei a ter sintomas de certos problemas que já afectam cronicamente a minha avó: uma vontade constante de ir à casa-de-banho e as ansiedades foram transferidas do sistema respiratório para o coração, em que o peito aquece desalmadamente. Curiosamente, há algo de comum no temperamento do meu avô e do meu namorado.
Procuramos adaptarmo-nos ao OUTRO mas nem tudo em nós se adapta. Sintonizamos conceitos, harmonizamos velocidades no caminhar, mas algo no nosso corpo não obedece às nossas decisões. Algo resiste. Anti-corpos. Anti-meu-corpo. E aí se inicia uma guerra contra nós mesmos. Começam as alergias, as dores de garganta, a bexiga a funcionar mal - quando não é caso para diabetes ou até mesmo um cancro.
NO FINAL, IRÁ O AMOR SALVAR-TE (ou não)?
(Não garantindo a sua legitimidade cientifica, transcreverei nos comentários a este post exemplos de doenças relacionadas com as nossas emoções)
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10.11.11
aBOCAnhar
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9.11.11
hungry bears do not dance
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4.11.11
in vino veritas

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30.10.11
O!rgasmo
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