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28.7.10

path(way(s))

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eu não sou, exactamente, Ariadne. tenho um temperamento perverso acima da média para me permitir ser tal. por vezes, gosto de ser seguida, mais do que acompanhada. estar um passo à frente. não demasiado à frente. estou atenta. apenas o suficiente para quase parecer que caminho sozinha e despreocupada. e vou perder-me. tenho todo o gosto em fazê-lo. quem te manda seguires-me, mr. Teseu?

path(ology)

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let me be your path.
i chose not to go away.
not too away.
i do care..

path(ion)

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a porta do paraíso é a mais estreita.
o caminho... o mais subtil dos caminhos.
percorre-me.

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22.7.10

fishbowl complex

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i think you're gonna have some trouble. you can win this fight.
you can fish me, but where will you keep me? in an vivarium?
i'm used to depth and wild. fishbowl doesn't fit me.
fish food do not satisfy me enough.
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20.7.10

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You got a fast car
But is it fast enough so we can fly away
We gotta make a decision
We leave tonight or live and die this way*
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15.7.10

o amor é um não-lugar estranho

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Um dia alguém irá demonstrar-nos que Aristóteles não estava totalmente certo. Não me é impossivel imaginar corpos a arrastarem lugares. Ou lugares perdidos que apenas se re-encontram com a re-aproximação de dois corpos. Ou três. Ou vários. Lugares comuns. Lugares em comum. Corpos distintos que, quando não se encontram próximos, o lugar não existe e os corpos não têm lugar-do-corpo, lugares-de-si. Perdem-se no espaço em movimentos sem sentido. Há lugares que não existem quando não estás lá e sinto-me desabitada. Incomum. Estrangeira. São lugares vazios. Lugares de ninguém. Ninguém que os reclame. Ou talvez, apenas, no sonho de um Outro. "Já aqui estive, anteriormente". Os lugares (não) fixam corpos. Os corpos fixam (não) lugares. Por mais que tentemos 'lá' voltar, há lugares que já 'lá' não estão. E nunca mais a nósregressaremos. Nós somos lugares estranhos.


Os sentimentos são lugares de passagem. Não permaneças em nenhum deles por mim. Não te habitues a habitar-me. Amanhã o sentimento poderá não cá estar. E eu não sei quando regresso.

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o amor é um (não) lugar estranho

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(I) O lugar não é simplesmente um algo, mas um algo que exerceu certa influência, isto é, que afecta o corpo que está nele.

(II) O lugar não é indeterminado, pois se o fosse seria indiferente para um corpo determinado estar ou não num lugar determinado. Mas não é indiferente, por exemplo, para os corpos pesados tender para o lugar de 'baixo' e para corpos leves tender para o lugar de 'cima'.

(III) O lugar, embora determinado, não está determinado para cada objecto, mas, por assim dizer, para classes de objectos.

(IV) Embora o lugar seja uma 'propriedade' dos corpos, isso não significa que o corpo arraste consigo o seu lugar. Assim, o lugar não é nem o corpo (pois se o fosse não poderia haver dois corpos no mesmo lugar em diferentes momentos), nem tão-pouco algo inteiramente alheio ao corpo.


(V) O lugar é uma propriedade que nem está inerente aos corpos nem pertence à sua substância; não é forma, nem matéria, nem causa eficiente, nem finalidade, nem tão-pouco substrato.


(VII) O lugar define-se como um modo de 'estar em'.



Aristóteles (livro VI da Fisica)
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breath me

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summer inspires me.
i wanna share my inspiration with you.
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14.7.10

before sunset

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is there any special place you want me to take you?...
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9.7.10

good morning

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welcome back to reality

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8.7.10

afinal...

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play. replay. play. replay. vejo e revejo este final.
há finais que se repetem tanto que a história acaba por não ter um fim.
um final que não nos termina. não nos termina. não nós.
nós interminavelmente (...)

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what else?...
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6.7.10

uma pausa para um cigarro

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30.6.10

(un)common places

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one day we'll have to play by the rules.
(but surely not today)

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21.6.10

um significado especial

- ou o quanto ter algum significado pode significar.
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Mas, afinal, o que é que significa dizer "Aquilo não significou nada para mim"? "Eu não signifiquei nada para ti?" O que é que significa alguém significar alguma coisa para nós, O que significas para mim? Em última análise, o que é que significa o quê?
Estas questões surgiram-me ao escutar sucessivamente afirmações (de negações), tais como "aquele beijo não significou nada para mim" ou "foi só um caso, sem significado algum".
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No dicionário de lingua portuguesa, significado significa (1) aquilo que uma coisa exprime ou representa (2) sentido de uma palavra ou de uma frase (3) palavra ou frase equivalente a outra (7) importância; valor; alcance.
Segundo o dicionário de filosofia, Ferrater Mora, "Na linguagem quotidiana manifesta-se com frequência que 'significar' equivale a 'querer dizer'. Mas quando perguntamos o que 'querer dizer' exprime encontramo-nos com várias respostas. Segundo elas, a significação pode ser (...) até ao ponto de 'coisa significada' querer dizer 'coisa significada mediante um conceito'."
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'Tu siginificas muito para mim' pois ajudas a definir quem sou, quem quero ser.
Será? A significação do outro como definindo o meu ser.
Quão importante é significar alguém mediante nós, mediante o conceito que temos de relação?
Talvez isso suceda porque parece fazer a vida significar algo. Adquirir sentido. Sem sentido, não consigo ser. Ser-me. És-me. Sou-te. Nem eu sei bem o que é que estou a 'querer dizer' com isto.
Geralmente, algo tende a perder significado para nós quando deixa de fazer sentido. Ou, ao contrário, passa a significar quando nos convém fazer sentido. Um beijo, por exemplo. "Aquele beijo". Aquele beijo que não chegou a ter significado, pois foi dado a um terceiro (excluido). Eu mesma o exclui, pois não fazia sentido intrometer-se entre os "dois" que já éramos. Tu sim fazias sentido. Não ele, o outro. O outro, o terceiro, provocaria o caos se eu tentasse, inclui-lo em mim, compreender a sua existência. O porquê do beijo. Aquele. Aquele que ia num outro sentido, variante, do rumo que nós, nós os dois, decidimos que a nossa vida iria tomar. Como uma cor que impressiona mas decido não colocar no quadro. Uma ideia perturbante que apago do livro que estou a escrever. Mas ele lá fica. Lá, nesse algures inabitável. Até, quem sabe, um dia, em que decido resgatá-lo do insensato. Porque aquilo que havia decidido ser 'o sensato', o significativo, acabou por ser uma desilusão. E aquele momento efémero, cor e frase confusas, beijo, foi o único que fez, realmente, algum sentido. E é a partir desse borrão, num outro contexto, que escrevemos uma nova história (ou não?).
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20.6.10

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O amor e o amadorismo.
Segundo Camus, em O Mito de Sisífo, existem pessoas que nasceram para amar e outras que nasceram para viver. Don Juan, por exemplo, estava inserido nestas últimas.
Ao comentá-lo com um amigo, ele ter-me-á dito que nascera para amar. Que, aliás, amava, acima de tudo, o próprio amor. Entendo. Quantas vezes não terei pensado assim, em anos mais verdes. Não interessava tanto quem amava: o importante era o sentimento em si, que desabrochava e 'afrutava' em nós. Mas os anos passam. Nós passamos por eles. E o amor adquire novas texturas, novos sabores. Doces, amargos, ácidos. Rugosos. Maduros. Podres.
Já não é o amor que mais amo. O amor pelo amor. As mais frequentes desilusões são fruto desse tipo de am(ad)or. Porque, no fundo, no âmago dos âmagos, no caroço, quem ama somente o próprio amor, que quer estar, acima de tudo, apaixonado por alguém , e para quem a vida pouco sentido faz se estiver sózinho, tem grande dificuldade em amar as pessoas em si mesmas - as quais deveriam ser 'sujeitos', e não 'objectos' passivos, imutáveis, do seu amor. É um 'amor' egoísta (se é que isso pode existir), mais voltado para si, para o impacto causado pelo objecto, independentemente de quem (QUEM!) este seja na realidade. O OUTRO.
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8.6.10

Prima Ballerina

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a vida é um palco...
acompanha-me aos bastidores.
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7.6.10

últimos desejos

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- qual é, mesmo, o teu último desejo?
- mata-me..............................
- outra vez?.............................
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3.6.10

um beijo que é como um poema

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No principio era o beijo.
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O beijo foi a origem de tudo. Do coração. Um coração surge e não mais cabe dentro do peito. Da respiração. A respiração sem ritmo, descontrolada. Ar. Fogo. Da boca. Boca que se perde e se reencontra noutra boca. Dos lábios. Lábios que sentem ao mesmo tempo que são sentidos. Tocam quando são tocados, são tocados quando tocam. Assim sustentam o beijo e o guardam na sua carne. A carne! O olhar. O cheiro. A memória. A recordação das coisas está invencivelmente ligada por nós à recordação dos caminhos que a eles conduziram. Superfície. A pele faz das impressões do corpo paisagens de cores, onde se entrelaçam e modificam múltiplas sensações. O interior vem à flor da pele. O exterior é absorvido até às vísceras. Vertigem. O corpo ganha contornos, definição. Flor de morangueiro desabrochada em meus lábios. O movimento ganha corpo. O corpo. Massa. Enches a minha boca de cores e sabores dos teus lábios que se confundem nos meus. O teu coração a palpitar-me na boca. Os lábios desenham-se em torno desse beijo. São agora terra, água. Minha boca, morango desfeito na tua. O beijo. Repouso para os lábios que se desgastam nas formalidades das palavras quotidianas: ‘Bom dia. Se faz favor. Estou bem, obrigada’. Reencontra-se um ritmo em comum. Pum-pum. Pum-pum. Dá sangue e carne à interioridade que parece vazia. Dá conteúdo, matéria, à abstracção do sujeito por dentro. Órgãos. Pulso. Vida. A Interioridade ganha uma dimensão física. Sentidos. Sensações.
Boca amarela beija boca vermelha. Boca vermelha beija boca amarela. Beijo-te. Beijas-me. Beijo-te. Beijas-me. Beijo-te. Beijas-me. Quem beija quem? Dito tão rapidamente, até parece que nos beijamos.
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- Ainda não me disseste o teu nome.
- Tiago. E o teu?
- O que é que te dizem os meus lábios?
- Dizem-me Sofia. É Sofia o teu nome?
- Não. Eles mentem-te. O meu nome é Maria.
- Quero pedir-te uma coisa, Maria. Que me digas sempre a verdade.
- Por isso te disse que me chamo Maria. A Sofia só te diria mentiras. As nossas bocas são tudo o que existe e a única verdade é o nosso beijo.
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um beijo que é como um poema.
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16.5.10

"O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai"
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[play]
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