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30.3.12

(b)(b)s 4you



28.3.12

operação stop





ma. ma. nifesto
não, não é gaguejo.
são as neo-cicciolinas.
digam o que vos vai no peito!

28.1.12

eu-te, tu-me



és o -te que -me faltava.

amo-te.chamo-te.
responde-me. completa-me.
sejamo-nos.

15.12.11

aos amores!



às vitórias brinda-se com champagne.
às derrotas brinda-se com água(ardente!).
à vida brinda-se com apple-martini.
à morte não se brinda. 
aos amigos brinda-se com cerveja.
às quecas brinda-se com cosmopolitans.
à solidão brinda-se com whisky.
"aos amores brinda-se com o vinho da casa" *

*sérgio godinho, [o primeiro dia].

20.11.11

PRIMEIRA imPESSOA

primeira pessoa do singular: EU SOU.
primeira pessoa do plural: NÓS SOMOS.

mas a vida é tão mais complexa do que a gramaticalidade,
tão mais complicada do que uma conjugação verbal
- sobretudo quando a tentamos conjugar com outra pessoa.
o eu a esvair-se em outros eus: eu és, eus sois.
o outro a escapar-se-nos para a terceira pessoa: tu é, nós são.
uma singularidade plural que abafa a pluralidade singular,
EU SOMOS, NÓS SOU.

não há pessoalidade quando nós é maior que 2.
nós sem nós. eu sem ti.
pessoalmente impessoal.

10.9.10

music was my first love



tal como diz na canção. é a recordação mais antiga que tenho. na primeira casa.
escutar a rádio, enquanto a minha mãe fazia o almoço. toca uma canção lamechas
e eu fico terrivelmente triste. 'dramática'. eu que desconhecia a tristeza e a melancolia.
apenas sabia, aos 4 anos, que aquela música fazia as outras pessoas comoverem-se. chorarem.
descobria o que era uma emoção - à qual me deixo entregar. um 'estado emocionado'.
o sentimento dessa emoção, como a mais remota memória do 'si', do 'mim'.
aprendia o que era o romantismo e o modo como se ama. ou como se manifesta o amor.
como se representa: o amor-drama.
o que não é a mesma coisa que amar. desesperadamente. os meus pais a dançarem.
eles dançavam muito, abraçados. o amor dança-se. o amor canta-se.
gostamos de o fazer acompanhar-se por bandas sonoras. why?...

and it will be my last...

5.8.10

days-off

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podemos amar alguém durante anos. mas não todos os dias. não todos os dias desses anos. há dias em que, simplesmente, não as amamos. para logo, no dia seguinte, voltarmos a amar. não da mesma maneira. como se os sentimentos ficassem suspensos, bloqueados. mortezinhas súbitas. e é aí que o amor se identifica com o sentido, pois só o sentido o pode recuperar. encontrar novos caminhos por onde os sentimentos bloqueados possam escapar, em novas concepções de 'nós', que nos permitam continuar a amar alguém. porque a queremos amar. porque o amor não é apenas sentimento, emoção.
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7.7.10

como ficar bem numa fotografia tipo passe

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com uma fotografia destas no passaporte,
dúvido que lhe recusem o visto, seja em que parte do mundo for.
com direito vitalício num lugar vip.
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nome: raquel
nacionalidade: porto-guesa (não se nota?!)
idade: 27 (mas pareço 22)
altura: 1m75 (sem tacões)
peito*: 120 (quando expiro), 130 (quando inspiro)
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- o que leva nessa mala?
- apenas droga para consumo e uma arma para auto-defesa.
- compreendo... são rosas, senhora, são rosas.
esses gatunos, malandros.
pode passar e faça uma boa viagem.
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*campo de preenchimento não obrigatório.
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21.6.10

um significado especial

- ou o quanto ter algum significado pode significar.
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Mas, afinal, o que é que significa dizer "Aquilo não significou nada para mim"? "Eu não signifiquei nada para ti?" O que é que significa alguém significar alguma coisa para nós, O que significas para mim? Em última análise, o que é que significa o quê?
Estas questões surgiram-me ao escutar sucessivamente afirmações (de negações), tais como "aquele beijo não significou nada para mim" ou "foi só um caso, sem significado algum".
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No dicionário de lingua portuguesa, significado significa (1) aquilo que uma coisa exprime ou representa (2) sentido de uma palavra ou de uma frase (3) palavra ou frase equivalente a outra (7) importância; valor; alcance.
Segundo o dicionário de filosofia, Ferrater Mora, "Na linguagem quotidiana manifesta-se com frequência que 'significar' equivale a 'querer dizer'. Mas quando perguntamos o que 'querer dizer' exprime encontramo-nos com várias respostas. Segundo elas, a significação pode ser (...) até ao ponto de 'coisa significada' querer dizer 'coisa significada mediante um conceito'."
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'Tu siginificas muito para mim' pois ajudas a definir quem sou, quem quero ser.
Será? A significação do outro como definindo o meu ser.
Quão importante é significar alguém mediante nós, mediante o conceito que temos de relação?
Talvez isso suceda porque parece fazer a vida significar algo. Adquirir sentido. Sem sentido, não consigo ser. Ser-me. És-me. Sou-te. Nem eu sei bem o que é que estou a 'querer dizer' com isto.
Geralmente, algo tende a perder significado para nós quando deixa de fazer sentido. Ou, ao contrário, passa a significar quando nos convém fazer sentido. Um beijo, por exemplo. "Aquele beijo". Aquele beijo que não chegou a ter significado, pois foi dado a um terceiro (excluido). Eu mesma o exclui, pois não fazia sentido intrometer-se entre os "dois" que já éramos. Tu sim fazias sentido. Não ele, o outro. O outro, o terceiro, provocaria o caos se eu tentasse, inclui-lo em mim, compreender a sua existência. O porquê do beijo. Aquele. Aquele que ia num outro sentido, variante, do rumo que nós, nós os dois, decidimos que a nossa vida iria tomar. Como uma cor que impressiona mas decido não colocar no quadro. Uma ideia perturbante que apago do livro que estou a escrever. Mas ele lá fica. Lá, nesse algures inabitável. Até, quem sabe, um dia, em que decido resgatá-lo do insensato. Porque aquilo que havia decidido ser 'o sensato', o significativo, acabou por ser uma desilusão. E aquele momento efémero, cor e frase confusas, beijo, foi o único que fez, realmente, algum sentido. E é a partir desse borrão, num outro contexto, que escrevemos uma nova história (ou não?).
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20.6.10

casta. casta! (oh) casta...

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8.6.10

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cada estreia é uma estreia.
deixa-me sempre um pouco nervosa.
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9.2.10


by the way...

25.1.10

dazed and confused

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a lama inicial.
o estado de espírito primitivo de onde poderá surgir
o mais inesperado dos sentimentos.
anseio. medo. orgulho.
liberdade. paz. desequilíbrio.
dor. êxtase.
ódio. auto-destruição.
caos. amor.
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comentou um amigo do peito:
"o caldo primitivo ou sopa primordial...
entendo perfeitamente.
Somos todos protozoários sentimentalões."

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23.1.10

problema de linguagem


..
ela: amo-te. do fundo do meu...
ele: continua o que ias a dizer.
ela: continua tu. não me interrompas.
nem fiques a olhar para mim, enquanto falo.
sinto vergonha e não sou capaz de...
o exprimir.
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20.10.09

eu posso tornar-te imortal


(ou não).
who wants to live forever, anyway?
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14.10.09

I beg you for mercy

o CRIME IMPERFEITO

- e os vários modos de morrer por dentro
(de amor, de desgosto, de desejo...)
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"Há crimes de paixão e crimes de lógica. Com uma certa dose de comodidade, distingue-os o Código Penal, pela premeditação. Vivemos no tempo de premeditação e do crime perfeito. Os nossos criminosos já não são aquelas crianças desarmadas que invocam o amor como desculpa. Hoje, pelo contrário, são adultos, e o seu álibi irrefutável é a filosofia que pode servir para tudo, até para transformar os assassinos em juízes.

Heathcliff, n'O Monte dos Vendavais, seria capaz de matar a terra inteira para possuir Cathie, mas nunca lhe ocorreria a ideia de afirmar que semelhante crime era racional ou justificado por um sistema. Cometê-lo-ia e por aí se fica toda a sua fé. Mas semelhante atitude pressupõe a força do amor e a existência do carácter. Como a força do amor é coisa rara, o homicídio mantém-se como acto excepcional e conserva, nessa altura, o seu aspecto de extrema violência. Mas, a partir do momento em que, por falta de carácter, se forja apressadamente uma doutrina, a partir do instante em que o crime se torna matéria de raciocínio, ela passa a proliferar como a própria razão e assume todas as figuras do silogismo. De solitário como um grito que foi, ei-lo universal como a ciência."
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Albert Camus, O Homem Revoltado

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(Isto foi, apenas, uma pequena introdução ao assunto. É só dar-me o tempo de retirar um punhal espetado nas costas e convalescer disso, que eu estarei em condições de dar seguimento ao tema.)

9.10.09

blue velvet

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numa 'outra vida', ofereceram-me um cd com músicas gravadas. ele dizia que elas lhe lembravam de mim.

algumas já haviamos dançado, abraçados; outras, gostaria de, um dia, dança-las comigo.

esta (clicar) era uma delas. não tivemos o nosso tempo para dançá-la. ainda.

mas eu sou paciente.

2.10.09

conheço-te melhor que tu mesmo



Nos teus lábios, o veneno.
Só sei que te amo.
Por isso, me matas.
É justo.
Matas em nome da tua verdade.

E eu deixo-me matar
em teu nome
(enquanto o gemo baixinho).

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1.10.09

(em) lugares do silêncio







Onde estivemos?
Não sei.
Mas hei-de querer
sempre
lá voltar
(e contemplar-te
onde amo em silêncio).