4.12.11

follow your legs



and let it flow...


they will find your way*

2.12.11

mon stache!


28.11.11

a (a)



(a)

27.11.11

bonsoir amour


amo quem tem coragem de levar o amor
até às últimas consequências.
amar é aceitar o grande desafio de ser EU.





bonjour amour

- ou o eterno amanhecer de um amor.

"O amor é uma questão confusa em Sartre, mas uma questão radiosa também. Se o amante pode de facto encontrar-se envolto em inquietação, pela obsessão de não ser mais do que um simples instrumento da satisfação narcísica do outro, ele pode também extrair daí a salvação. Imperfeito, mortal, ele pode também tornar-se «único» pela graça que alguém lhe concede amando-o. Pode estar protegido de qualquer eventual desvalorização, tornar-se um fim em si mesmo, um valor absoluto. Não já um exemplar de entre milhões de exemplares, mas uma singularidade excepcional. Não já um anónimo grão de poeira destinado a voltar a ser pó, mas uma «alma», no sentido quase religioso do termo.

O amor, único infinito disponível num mundo esvaziado de deuses? André Breton tornar-se-á o arauto desta visão em O Amor Louco, onde exaltava a fusão total entre dois amantes como a única passagem natural e e sobrenatural que ainda pode ser lançada sobre a vida. O teórico do surrealismo fazia de si mesmo, contudo, o cantor do amor exclusivo, condição sine qua non para alcançar o nirvana que restitui «a todas as coisas as cores perdidas do tempo dos antigos sóis». Para isso, maltratava aí o sofismo medonho, do seu ponto de vista, que consistia em defender que o tempo corrói inevitavelmente o amor, leva cada um a perder a pouco e pouco o seu carácter electivo em relação ao outro, e fatalmente a apaixonar-se por fora, de modo a reencontrar a mesma emoção. Um caminho que Sartre não percorrerá evidentemente, como praticante activo de amores múltiplos. todavia, era aí que conduziam, em linha recta, os princípios da sua filosofia emergente. De resto, ele nunca teorizará o amor libertário, excepto na sua correspondência. É de crer que a seus olhos isso não fosse pura e simplesmente justificável em termos filosóficos.

«Como é bom que eu tenha olhos, cabelo, sobrancelhas e os prodigalize incansavelmente numa torrente de generosidade perante esse incansável desejo a que outrem dá livremente corpo», escreve Sartre, numa espécie de tirada mística onde está expressa toda a sua confiança no amor. «Em vez de, como antes de sermos amados, nos inquietarmos com esta protuberância injustificada, injustificável que era a nossa existência; em vez de nos sentirmos «a mais», sentimos agora que esta existência foi retomada e desejada nos seus mais ínfimos detalhes por uma liberdade absoluta que ela ao mesmo tempo . Está aí o fundamento da alegria do amor desde que ela existe: sentirmos a nossa existência justificada.» Amado, já não sou um elemento que se destaca com o mundo como pano de fundo, sou aquele através de quem o outro vê o mundo. Amado, eu próprio me torno o mundo. E que mais acrescentar a isto, de facto? Nunca ninguém aprendeu melhor aquilo que move homens e mulheres a lançarem-se tão selvaticamente e de um modo tão constante num sentimento que por vezes os destrói, frequentemente os perde, nalguns casos os salva."


Aude Lancelin, Marie Lemonnier,
OS FILÓSOFOS E O AMOR

25.11.11

24.11.11

os anti-corpos do amor

Tenho uma tia-bisavó em vésperas de celebrar o seu centésimo aniversário. Apesar de lhe ter sido diagnosticado um problema de coração, quando muito nova, e da sua saúde ter requerido alguma atenção da parte dos pais, sobreviveu a 5 irmãs e 1 irmão. Dizem as sobrinhas que tal sucedeu por ter ficado sempre solteira. Será, realmente, possível MORRER DE AMORES?

Crescemos a escutar “no final, só o amor te poderá salvar”. Durante muito tempo, acreditamos mesmo nisso: que o amor nos salvará de uma existência medíocre, podendo mesmo vencer a morte. Mas será que, pelo contrário, o amor mata mais do que a solidão? O amor mata devagarinho ou indirectamente, ajudando a determinar como iremos morrer? As DOENÇAS DE AMOR?

Freud afirmava que os determinantes patogénicos envolvidos nos transtornos mentais poderiam ser:

1. 1. - Aqueles que a pessoa traz consigo para a vida.

2. 2. - Aqueles que a vida lhe traz.

Verdade seja dita, há uns tempos para cá comecei a ter sintomas de certos problemas que já afectam cronicamente a minha avó: uma vontade constante de ir à casa-de-banho e as ansiedades foram transferidas do sistema respiratório para o coração, em que o peito aquece desalmadamente. Curiosamente, há algo de comum no temperamento do meu avô e do meu namorado.

Procuramos adaptarmo-nos ao OUTRO mas nem tudo em nós se adapta. Sintonizamos conceitos, harmonizamos velocidades no caminhar, mas algo no nosso corpo não obedece às nossas decisões. Algo resiste. Anti-corpos. Anti-meu-corpo. E aí se inicia uma guerra contra nós mesmos. Começam as alergias, as dores de garganta, a bexiga a funcionar mal - quando não é caso para diabetes ou até mesmo um cancro.

NO FINAL, IRÁ O AMOR SALVAR-TE (ou não)?



(Não garantindo a sua legitimidade cientifica, transcreverei nos comentários a este post exemplos de doenças relacionadas com as nossas emoções)


23.11.11

para a CY com todo o CARRIEnho (ou não) do mundo


quem não teme, não deve.

adoração


acto de adorar.
acto de ser adorada.

20.11.11

PRIMEIRA imPESSOA

primeira pessoa do singular: EU SOU.
primeira pessoa do plural: NÓS SOMOS.

mas a vida é tão mais complexa do que a gramaticalidade,
tão mais complicada do que uma conjugação verbal
- sobretudo quando a tentamos conjugar com outra pessoa.
o eu a esvair-se em outros eus: eu és, eus sois.
o outro a escapar-se-nos para a terceira pessoa: tu é, nós são.
uma singularidade plural que abafa a pluralidade singular,
EU SOMOS, NÓS SOU.

não há pessoalidade quando nós é maior que 2.
nós sem nós. eu sem ti.
pessoalmente impessoal.

o homem por dentro




não poder mais dentro.

nós

(im)pessoalmente
(im)possivelmente
(im)mortalmente

... (in)felizmente.

18.11.11

quem gosta, cuida*



have sex with a guy with a moustache day



believe it, or not, it's in the calendar.
november 18th was declared as the day for that.
check it [here].

por deus!

"Os enormes bigodes que os germanos costumavam usar na Idade Média chamaram a atenção dos habitantes da Península Ibérica, como também os juramentos e as imprecações que aqueles bárbaros proferiam. Com inusitada frequência, os germanos exclamavam ‘bei Gott’, ‘por Deus!’ Mais que um juramento, era uma mera interjeição. Sem entender o que aquelas palavras significavam, os ibéricos começaram a chamar ‘BIGOD’ os homens bigodudos até que, com o tempo, a palavra já aportuguesada como bigode passou a designar o apêndice peludo."

continuação [aqui]

oh meu deus!


TEM MESMO QUE SER?

17.11.11

are you talking to me?


"A man without a moustache is
like a woman with a moustache."
(Anton Tchekhov)

uma frida na hOmanidade


e mais uma vez a questão:
o que é atributo feminino e o que é atributo masculino?
quem o define?
o masculino não é exclusivo do homem,
o feminino não é exclusivo da mulher.
possuímos ambos. qual queres explorar?

16.11.11

bigode, bigodinho ou bigodaço