30.12.11

the beautiful poem




23.12.11

it looks so right



try before you judge*


22.12.11

porque nós somos a memória de alguém





Tomar o corpo em memória de...
Tomar o sangue em memória de...

Não quero blasfemar, apenas humanizar. Fazer humanidade à imagem de... Não temos assim tantas luzes e as estrelas cadentes não viajam todos os dias no céu. Há dias que nos esmagam. Dias que são como folhas de papel amachucadas e atiradas para um canto,  com frases frustradas de um escritor descontente com a sua história. Mas os momentos habitam-nos na mesma. Os sentimentos habitam-nos, na mesma. Instalam-se como se estivessem na própria casa. Mas terão lugar próprio? Poderiamos ser sem sentir que o somos?

Como se forma um sentimento?

Em que momento é ele gerado em nós? Em que lugar do corpo? Qual a sua fonte? Por onde cresce, como se propaga? Como se apodera do corpo? Como o possui? Em que momento, em que nivel do jogo, se torna legitimo afirmar “amo-te”? Ou, até mesmo, “odeio-te!”? Ou afirmar qualquer sentimento que seja? Qual a direcção de um sentimento? Em que sentido nos move? E estamos apenas a falar de um sentimento... mas eles são mais que as mães, mais que o individuo, mais que os seios que os alimentam e disseminam-se como metástases.

Como é possível um corpo gerar sentimentos que o destroem? Porquê? Qual o fundamento desta natureza? Em última análise, “'cause i’m a material girl”, qual a utilidade dos sentimentos destruidores? Onde estava a natureza com a cabeça? Como convida-los a saírem, quando eles nos invadem como uma maré cheia?

Somos sentimento. Somos cálice e sangue derramado.
Somos o corpo da memória. Somos memória em carne viva.
Não te esqueças de me amar.


Merry xmas, love*

xmas dreams



cinnamon on top.

all i want for xmas



and everyday of the year. this routine.
i think i can live with it. day by day. 
my eternal sunshine.


15.12.11

aos amores!



às vitórias brinda-se com champagne.
às derrotas brinda-se com água(ardente!).
à vida brinda-se com apple-martini.
à morte não se brinda. 
aos amigos brinda-se com cerveja.
às quecas brinda-se com cosmopolitans.
à solidão brinda-se com whisky.
"aos amores brinda-se com o vinho da casa" *

*sérgio godinho, [o primeiro dia].

rain.bow



egocentric or just a bitch?



e.go
1. prefixo que exprime a ideia de eu.
2. prefixo que exprime a ideia de cabra.

id.eal


give her a mask,
and she will tell you the truth.
(Oscar Wilde)


lambareira




alter ego



o lugar do outro.
o outro em nós.
os lugares de nós que abrimos ao outro.
lugares físicos e não-físicos.
quem te OCUPA?


14.12.11

o lugar do ego




como habitas o teu corpo?


como um templo?
como uma prisão?
como um lugar estranho, estrangeiro?
como o lugar do eu?

13.12.11

ego taísmo


segundo ponto da questão:
há-que estimular o amor do próximo.



ego centro


primeiro ponto da questão:
há-que estimular o amor-próprio.



12.12.11

ego eccentric




5.12.11

aFINAL, para quê juntá-los?



+ = ?





Porque é que será que tendemos a acreditar que esta história teria um final mais feliz, mais pleno, com mais sentido, se juntássemos ele a ela? Que reducionismo narrativo nos transmitiu aquele Velho Testemunho, durante toda uma tradição milenar, desde a génese dos tempos? Há tantas outras histórias, menos prosaicas mais poéticas, que inspiram estilos existenciais. Como seria a tua, se não te tivessem contado histórias encantadas para adormeceres? Qual seria a natureza dos teus sonhos? Que paixões, puxadas a cavalos, te aventurariam noutras paisagens? Ainda estamos no advento de um Novo Testemunho.
Quero acreditar que, no final, só o Amor me irá julgar:

QUEM, O QUÊ, PORQUÊ, COMO AMEI?
Soube inspirar a amar?
Fiz amor?
Fui a(A)mor?

Era uma vez uma vida, que poderia ter sido outra coisa...

final feliz



porque, no final, uma vida cheia de amor não depende da existência (ou não)
de um príncipe encantado. um beijo às mulheres da minha vida,
que fazem tudo valer a pena*

o fruto proibido



4.12.11

sensual world


Gosto de sentir o tempo de espera
que os lábios impõem à temperatura do café.
As diferentes impressões do quente, num degradé de sensações,
até ele estar à temperatura ideal. Não o arrefeço.
Prefiro ir esper...ando, degust...ando, apreci...ando...
Não saberia a café, se, antes, não queimasse os lábios.
Assim me inicio num Outro dia,
Des...FRUTA...ndo a matéria viva.