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15.12.11

aos amores!



às vitórias brinda-se com champagne.
às derrotas brinda-se com água(ardente!).
à vida brinda-se com apple-martini.
à morte não se brinda. 
aos amigos brinda-se com cerveja.
às quecas brinda-se com cosmopolitans.
à solidão brinda-se com whisky.
"aos amores brinda-se com o vinho da casa" *

*sérgio godinho, [o primeiro dia].

4.12.11

sensual world


Gosto de sentir o tempo de espera
que os lábios impõem à temperatura do café.
As diferentes impressões do quente, num degradé de sensações,
até ele estar à temperatura ideal. Não o arrefeço.
Prefiro ir esper...ando, degust...ando, apreci...ando...
Não saberia a café, se, antes, não queimasse os lábios.
Assim me inicio num Outro dia,
Des...FRUTA...ndo a matéria viva.




follow your legs



and let it flow...


they will find your way*

25.11.11

18.11.11

5.11.11

delicate like...



28.10.11

superlative sensing

One of the most amazing things about the five senses is how each one of them makes the other four more perceptive, by exploring and inviting the others to sense in different and deeper ways. For example, when I listen to Maria Callas, the listening is so intense, so absolutely superlative, that hearing becomes the sense of feeling touched. You can also taste something you see or find delicious something you smell. Is impressive how they communicate a body. How can someone not love the own body, this living, organic being?

ENJOY YOUR BODY...

[play]



28.9.11

1.3.11

tic tac

21.12.10

santa, honey.


Think of all the fun I've missed
Think of all the fellas that I haven't kissed
Next year I could be oh so good
If you'd check off my Christmas list
Boo doo bee doo

14.10.10


"My fading voice sings of love,
But she cries to the clicking of time,
Of time"


13.10.10

play it



17.9.10

10.9.10


a song that means a promise (or not).


good morning cy

16.8.10

libertango



(ler como quem dança)
Eram loucos um pelo outro. Tão loucos eram que cometeram a loucura maior:
separaram-se. Ela casou-se com um homem de profissão ‘séria e respeitável’, teve filhos e foram
morar para Nova Iorque. Ele partiu para as Américas (do Sul) e teve casos e romances com as
mulheres das mais diversas nacionalidades latinas.
Teriam uma vida como qualquer outra, não fosse o facto de que ambos terão a vida que o outro sonhou para si mesmo, vivendo a vida que, supostamente, estaria destinada para o outro. Ela realizará os sonhos dele. Ele realizará os dela. Só assim ele a sentirá. Só assim ela o sentirá.
Ela havia-o pressentido uma noite, quando tiveram que se vestir apressadamente, às escuras, para não serem surpreendidos nus um para o outro, por alguém que tentava abrir a porta. Nem tiveram tempo para se aperceberem que tinham vestido algumas peças de roupa trocadas. E gestos e expressões, pensamentos. Pedaços de si misturados. A vida despertou-os desprevenidos.
A maioria dos ‘outros eles’ apenas a tocaram na superfície, trocando cargas eléctricas, energias, fluxos. Não ele. Ele havia-a tocado no núcleo, em fusão, e, quando isso acontece, toda a essência se altera. Não são apenas alterações passageiras, mudanças nos estados de alma, mas alteração
da própria alma.
Um dia, ela separar-se-á do seu querido marido perfeito (um outro dia, no passado, tinham
decidido que seria ela a tomar a iniciativa, quando tivesse que ser). Ele… num qualquer destino
exótico. Ou... provavelmente, Buenos Aires. Onde mais poderia ser? (“Faz girar este globo e vê
onde é que ele pára. Encontramo-nos lá.”) Suando. Refrescando-se com uma ventoinha,
enquanto lê um livro.
Não saberá bem porquê, mas, nesse dia, não deixará o telemóvel no
quarto da pensão, como faz habitualmente. Esse momento, no seu bar favorito, às 6h da tarde,
é só dele. Não parará de olhar para o maldito telefone. Mas este não tocará. Não ainda.
Volta para o quarto. Já meio adormecido, naquele momento em que as imagens que passam pelo
cérebro ganham velocidade e independência de quem as pensa. Deixam de ser como
fotografias, quase estáticas, para passarem a suceder-se como num filme. Finalmente, às
22h23, o telemóvel toca.

- Onde estás?
- À tua espera.

One last tango, ou o primeiro do resto das suas vidas? Não interessa, Dançam.

- Odeio-te. Não consigo morrer sem ti.
- Lembras-te como eu te costumava matar? Incompletas-me…

Adormece agarrada a ele.
Há uns anos atrás, era ele quem adormecia agarrado a ela. O corpo
dela sempre se havia moldado a colchões vazios. Não se adaptava facilmente a abraços.
Sentir um respirar que não era o seu deixara-a sempre em alerta para a presença de uma outra
vida. E ela não conseguia adormecer a responsabilidade de zelar por quem está tão próximo.
Desde que se separaram, ela passou a ter insónias.
Uma inquietação percorria o corpo dele. Beija as mãos dela. Mas não queria acordá-la. Receando que ela despertasse com a agitação dele, levanta-se. Aproxima-se da janela para fumar um cigarro. Olha para o bilhete de regresso dela, em cima da mesa-de-cabeceira. Hesita, mas, por fim, pega nele. Não pode mais esperar por saber quando o deixará ela, novamente.
Mas até quando continuará ela a surpreendê-lo? É o nome dele, e não o dela, que está
impresso no bilhete. Afinal, a apreensão dela (que o consumia) não era pela dúvida dela ficar
ou não com ele, mas deixa-lo partir ou não.

Ela tinha vindo devolver a vida dele.
.
.

30.7.10

a vida num só dia

Eu podia desvendar os segredos mais secretos
O som, a cor, o olhar e o número fatal
Tomar de assalto os céus em cruzadas proibidas
Olhar nos olhos de Deus e esperar o final
(Rádio Macau)
.

the lover's touch

13.7.10

it's just a silly phase i'm going through

.

Be quiet, big boys don't cry
(Big boys don't cry)

I keep your picture upon the wall
It hides a nasty stain that's lyin' there
So don't you ask me to give it back
I know you know it doesn't mean that much to me
I'm not in love, no-no
(It's because...)

.

6.7.10

.
.