1- Há uma subtil diferença na posição que uma foda ou uma queca podem tomar na vida de uma pessoa. Talvez porque uma foda englobe a queca, contudo, esta pode não chegar a ser uma foda. De uma foda espera-se mais que uma queca, o bom e com boas maneiras. A riqueza polissémica de foda não se esgota tão rapidamente como a da queca por muito completa e compensadora que esta seja oferecendo-se às mais despudoradas ancoragens. A foda é bruta, a queca é requintada; a foda é guerra, a queca é harmonia; a foda pode causar nódoas negras, a queca mantém a make-up clean; a foda é coisa séria e à séria, a queca pode ser bem-humurada «hihi, tava a pensar na parte em que ela (BJ) escorrega no varão dos bombeiros(!!!); a foda deixa-te sem fala, a queca pode solicitar-te um “humm, que bom!”; a foda pode, ainda, ser um mau dia de trabalho, a queca não! A amplitude de foda encontra-se diametralmente oposta ao exclusivismo da queca: não se dá uma queca com um Tim, Bob, Joe, Armindo ou Domingos… a foda, ah, a foda nunca se sabe… Porque sim!
2- Na maior das vezes, a foda em latu sensu excepto se o sensu não for tão abrangente que inclua o tal dia de trabalho que foi uma foda! Julga que a foda traz possiblidades maiores porque inclui, afinal, os Armindos deste planeta coisa de que uma queca nunca se compadeceria – o chic de um nome próprio.
3- Ai o amor… n é determinante para uma queca urbana. O amor, o amor é… é esse subsídio que só te é atribuído se a tua inteligência te permitir enganar o “sistema” de redistribuição de riqueza institucionalizado no teu regime social. e claro… n fores apanhado/a em incumprimento!!!
4- a questão poderia ter surgido de um qualquer representante do sexo oposto… os seus neurónios irromperiam em função das suas hormonas por isso quando passa a excitação não se lembra de mais nada… em que pensar. Quecas Urbanas aguardam ansiosamente novo clímax de dúvidas.
2- Na maior das vezes, a foda em latu sensu excepto se o sensu não for tão abrangente que inclua o tal dia de trabalho que foi uma foda! Julga que a foda traz possiblidades maiores porque inclui, afinal, os Armindos deste planeta coisa de que uma queca nunca se compadeceria – o chic de um nome próprio.
3- Ai o amor… n é determinante para uma queca urbana. O amor, o amor é… é esse subsídio que só te é atribuído se a tua inteligência te permitir enganar o “sistema” de redistribuição de riqueza institucionalizado no teu regime social. e claro… n fores apanhado/a em incumprimento!!!
4- a questão poderia ter surgido de um qualquer representante do sexo oposto… os seus neurónios irromperiam em função das suas hormonas por isso quando passa a excitação não se lembra de mais nada… em que pensar. Quecas Urbanas aguardam ansiosamente novo clímax de dúvidas.
texto de Miranda Hobbes
6 comentários:
adorei... mas n sei quem escreve... toca a "entrar" no blog identificada... meninas as quecas tão-vos o deturpar as ideias!!!!
cy
Isto com latim é discurso de advoogada...
Só pode ter sido a Miranda!!! Ela sabe latir muito bem!...
Queca é preservativo e foda pode ser ou não? quer isto dizer que (em caso de acidente -sim! o espermatozoide choca com o oóvulo!)há maior probabilidade de sermos filhos da foda do que filhos da queca?!...
A foda é "fisiológica", instinto, NECESSIDADE... A queca é estética, sensibilidade, PRAZER...
Há, no entanto, uma supremacia da foda em relação à queca e ao amor...É que pode ser um VERBO!!!Não precisa de "auxiliares" para a acção (alto aí que não é aí que eu quero chegar!:)), visto que queca/amor conjugam-se exactamente da mesma maneira para todos os seus sujeitos (Eu,Tu,Ele/ela,Nós,Vós,Eles/Elas). Necessitam da ajuda quer do verbo FAZER,quer do verbo DAR: Fazer (o)Amor,Dar uma Queca, Fazer Sexo...
Por isso, é que não dizemos: Vai fazer-te sexo!!! Vai-te dar uma Queca!!! É que não dava jeitinho nenhum!!!...
é, portanto, mt mais autónoma, a foda... concordo. eu diria até mais emancipada. mais "simplesmente, foder"!
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