
Lilith é conhecida como um demónio feminino da noite, originada na antiga Mesopotâmia.
Lilith era associada ao vento e, pensava-se, por isso, que ela era portadora de mal-estares, doenças e morte.
Lilith figura como um demónio da noite nas escrituras hebraicas (Talmud e Midrash). É também referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que numa passagem (Patai81:455f) ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido. No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão,a quem abandonou, partindo do Jardim do Éden (por causa de uma disputa), vindo a tornar-se a mãe dos demónios.
De acordo com certas interpretações da criação humana (Génesis, Antigo Testamento): reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima, Lilith rebelou-se, recusando-se a ficar sempre por baixo, durante as suas relações sexuais. Na modernidade, isso levou à popularização da noção de que Lilith foi a primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal.
Na Suméria e na Babilónia, ao mesmo tempo que era motivo de culto,ela era identificada com os demónios e espíritos malignos. O seu símbolo era a lua, pois assim como a lua, ela era uma deusa de fases boas e más. Alguns estudiosos associam-na a várias deusas da fertilidade, assim como deusas cruéis - devido ao sincretismo com outras culturas. No fictício Livro de Nod, é também conhecida como aquela que ensina a Caim habilidades vampiricas.
A imagem mais conhecida que temos dela é a imagem que nos foi dada pela cultura hebraica -uma vez que esse povo foi aprisionado e reduzido à servidão na Babilónia, onde Lilith era venerada. É,por isso, bem provável que vissem Lilith como um símbolo de algo negativo.
Vemos assim a transformação de Lilith no modelo hebraico de demónio. Assim surgiram as lendas vampíricas: Lilith tinha 100 filhos por dia, súcubus quando mulheres e íncubus quando homens, ou simplesmente lilims. Eles alimentavam-se da energia desprendida no acto sexual e de sangue humano. Também podiam manipular os sonhos humanos. Uma vez possuído por um súcubus dificilmente um homem saía com vida.
Há certas particularidades interessantes nos ataques de Lilith - vinganças por ter sido obrigada a ficar por baixo de Adão - como cortar o pénis com a vagina (segundo os relatos católicos medievais). Ao mesmo tempo que ela representa a liberdade sexual feminina, também representa a castração masculina.
Assim dizia Lilith: ‘‘Porque devo deitar-me em baixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.’’ Quando reclamou a sua condição a Deus, Ele retorquiu que essa era a ordem natural, o domínio do homem sobre a mulher. Ela decidiu abandonar o Éden. Três anjos foram enviados em seu encalço, mas ela recusou-se a voltar. Juntou-se aos anjos caídos onde se casou com Samael, que tentou Eva, ao passo que Lilith Tentou a Adão, fazendo-os cometer adultério. Desde então, o homem foi expulso do paraíso e Lilith tentaria destruir a humanidade, filhos do adultério de Adão com Eva - mesmo abandonando o seu marido ela não aceitava que ele a tivesse substituido por Eva. Ela então perseguiria os homens, principalmente os adúlteros, crianças e recém-casados para se vingar.
Após os hebreus terem deixado a Babilónia, Lilith perdeu, aos poucos, a sua representatividade e foi limada do velho testamento. Eva é criada no sexto dia, e, depois da solidão de Adão, ela é criada novamente - sendo que a primeira criação se refere, na verdade, a Lilith.
No período medieval ela era ainda muito citada entre as superstições de camponeses (como deixar um amuleto com o nome dos 3 anjos que a perseguiram para fora do Éden -Sanvi, Sansavi e Samangelaf- para que ela não os matasse; assim como acordar o marido que sorrisse durante o sono, pois ele estaria sendo seduzido por Lilith).
Muitos acreditam, também, que há uma relação entre Lilith e Inanna - deusa suméria da guerra e do prazer sexual.
Algumas vezes, Lilith é associada com a deusa grega Hécate, "A mulher escarlate" - um demónio que guarda as portas do inferno montada num enorme cão de três cabeças, Cérbero. Hécate, assim como Lilith, representa, na cultura grega, a vida nocturna e a rebeldia da mulher sobre o homem.
Nos dois últimos séculos a imagem de Lilith começou a passar por uma remarcável transformação em certos círculos intelectuais seculares europeus como, por exemplo, na literatura e nas artes - quando os românticos passaram a se ater mais na imagem sensual e sedutora de Lilith (ver a reprodução do quadro Lilith de John Collier, pintada em 1892), e nos seus atributos. Podem ser também citados os nomes de Johann Wolfgang von Goethe, John Keats, Robert Browning, Dante Gabriel Rossetti, etc...
Lilith também é considerda um dos Arquidemónios - símbolo da vaidade.
4.8.08
In the Darkness East of Eden
(pesquisa wikipédia)
(Wikipédia)
Etiquetas: HistoriSexidade
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2 comentários:
Para quem nunca percebeu de onde surgiu a mulher de Caím... e todos aqueles paradoxos do livro do Génesis...
Ó vá lá...
Trrrriiincaaaaa....
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