7.10.08

POLIAMOR ....?!...

Poliamor é a tradução livre para a língua portuguesa da palavra inglesa Polyamory, que descreve relações interpessoais amorosas que recusam a monogamia como princípio ou necessidade. Por outras palavras o poliamor, como opção ou modo de vida, defende a possibilidade prática e sustentável de se estar envolvido de modo responsável em relações íntimas, profundas e eventualmente duradouras com várias/os parceiras/os simultaneamente.

Existem várias maneiras de o pôr em prática, consoante as preferências dos interessados, e necessariamente deve envolver o consentimento e a confiança mútua de todas as partes envolvidas. Alguns praticantes do poliamor são adeptos do swing.

O Poliamor como movimento tem existido dum modo visível e organizado nos Estados Unidos nos últimos vinte anos, acompanhado de perto por movimentos na Alemanha e Reino Unido. Recentemente, a imprensa em geral tem coberto abertamente quer o movimento poliamor em si, quer episódios que lhe estão ligados. Em Novembro de 2005 realizou-se a Primeira Conferência Internacional sobre Poliamor (International Conference on Polyamory & Mono-Normativity) em Hamburgo, Alemanha..

Formas de Poliamor

Formas de Poliamor incluem:

  • Polifidelidade, que envolve múltiplas relações românticas com contactos sexuais restritos a parceiros específicos do grupo.
  • Sub-relacionamentos, que distinguem entre relações "primárias" e "secundárias" (um exemplo são a maioria dos casamentos abertos)
  • Poligamia (poliginia e poliandria), na qual uma pessoa casa com diversas pessoas (que podem ou não elas próprias estarem casadas ou terem relações românticas entre elas).
  • Relações em Grupo (no Brasil: "Relações Grupais") e casamento em grupo, em que todos se consideram associados de forma equalitária, popularizado até certo ponto por Robert A. Heinlein (em romances como Stranger in a Strange Land e The Moon Is a Harsh Mistress), por Robert Rimmer e ainda por Starhawk nos seus livros The Fifth Sacred Thing (1993) and Walking to Mercury (1997).
  • Redes de relacionamentos interconectados, em que uma pessoa em particular pode ter relações de diversas naturezas e grau com diversas pessoas.
  • Relações Mono/Poli em que um parceiro é monogâmico mas concorda com que o outro tenha relações exteriores.
  • Os chamados acordos "geométricos", que são descritos de acordo com o número de pessoas envolvidas e pelas suas ligações. Exemplos disto incluem "trios" e "quadras", assim como as geometrias "V" e "N". O elemento comum de uma relação V é algumas vezes referido como "pivot" ou "charneira", e os parceiros ligados indirectamente são referidos como os "braços". Os parceiros braço estão ligados de forma mais clara com o parceiro pivot do que entre si. Situação contrastante com o "triângulo", em que todos os 3 parceiros estão ligados de forma equitativa. Um trio pode ser um "V" , um triângulo, ou um "T" (um casal com uma relação estreita entre si e uma relação mais ténue com o terceiro), e a geometria da relação pode variar ao longo do tempo.

Algumas pessoas em relações sexuais e/ou emocionais exclusivas podem mesmo assim auto-intitular-se de poliamorosas, se tiverem laços emocionais relevantes com outras pessoas. Adicionalmente, pessoas que se descrevem como poliamorosas podem entrar em relações monogâmicas com um determinado parceiro, quer por terem negociado a situação, quer por se sentirem bem com a situação monogâmica com aquele parceiro em particular.

"Relações Abertas"

Uma Relação Aberta indica uma relação (usualmente entre duas pessoas) em que os participantes são livres de terem outros parceiros; se o casal que escolhe esta alternativa é casado, então é um casamento aberto. "Relação aberta" e "poliamor" não são sinónimos. Em termos genéricos "aberto" refere-se a questões sexuais de uma relação não-fechada, enquanto que o poliamor envolve a extensão da relação ao permitir que se criem laços (que podem ser sexuais ou de outra natureza) como complemento da relação estável:

  • Alguns relacionamentos definem regras restritas (e.g. polifidelidade); estas relações são poliamorosas, mas não abertas.
  • Alguns relacionamentos permitem sexo fora da relação primária, mas não uma ligação emocional (e.g. como no swing); estas relações são abertas, mas não poliamorosas
  • Alguns poliamorosos não aceitam as dicotomias de "estar numa relação/não estar numa relação" e "parceiros/não parceiros". Sem esta separação não faz sentido classificar uma relação de "aberta" ou "fechada".
  • Alguns poliamorosos consideram o "poliamor" como a sua orientação filosófica -- acreditam ser capazes e desejosos de terem múltiplos amores -- enquanto que o termo "relação aberta" é usada de uma forma logística: ou seja, uma forma de implementar ou expressar o seu poliamor. Desta forma diriam de si próprios "Eu sou uma pessoa poliamorosa; o meu parceiro principal e eu temos uma relação aberta (com as seguintes regras base)..."

Outras formas não-monogâmicas (e não necessariamente poliamor) de relacionamento estão listadas em poli relacionamento.


(PESQUISA WIKIPÉDIA)

1 comentário:

Carrie (ou não) disse...

Monogamia...amor egoísta ou amor preguiçoso?...

Quanto a acordos geométricos... eu cá gosto de círculos!